Artigo com base no post de Henrik Kniberg “The Age of AI is here – now what?” (Crisp Day 2023):
A Era da IA Chegou — E Agora? Lições da Palestra de Henrik Kniberg no Crisp Day
Com a inteligência artificial (IA) cada vez mais presente no dia a dia das organizações, surge uma pergunta fundamental: como usá-la de forma estratégica e competitiva, em vez de apenas segui-la como uma tendência? Essa foi a provocação central da keynote de Henrik Kniberg no Crisp Day 2023, intitulada “The Age of AI is here – now what?”. Crisp’s Blog+1
O poder transformador da IA para as organizações
Segundo Kniberg, à medida que ele próprio utiliza mais a IA, fica claro que empresas que não a compreendem e aplicam no nível operacional vão ficar para trás. Crisp’s Blog
A IA não é apenas uma tecnologia de automação: é uma ferramenta estratégica que, se bem aproveitada, pode gerar vantagem competitiva de longo prazo.
Entendendo a IA: superpoderes e limitações
Em seus slides, Kniberg destaca que toda IA generativa (como modelos de linguagem) possui superpoderes, mas também limitações e riscos. Crisp’s Blog+1
Por isso, ele reforça a importância de:
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conhecer profundamente o que a IA pode fazer bem;
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usar o modelo adequado para cada tipo de tarefa;
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e projetar aplicações de IA de forma consciente, sabendo quando seu uso vale a pena.
Prompt engineering: a nova habilidade essencial
Uma das ideias mais centrais é que digitar bom “prompt” (comando) para a IA se tornou uma competência essencial, tanto para uso pessoal quanto para produtos:
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O prompt engineering não é só para desenvolvedores: pode ser usado no dia a dia para guiar a IA. Crisp’s Blog
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Prompts bem formulados fazem uma diferença enorme nos resultados gerados — pequenas mudanças no texto de entrada causam impactos grandes na qualidade da resposta. Crisp’s Blog
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Essa habilidade pode evoluir por meio de tentativa e erro (“trial & error”): é algo que se aprende na prática.
Aproximação orgânica com a IA: prototipar, testar, iterar
Kniberg propõe uma abordagem iterativa para adoção de IA:
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Prototipar pequenas ideias com IA para ver o que funciona.
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Testar com usuários reais ou no contexto de trabalho para entender onde a IA agrega valor e onde falha.
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Iterar com base no aprendizado, ajustando prompts, modelos ou fluxos de uso.
Essa mentalidade espelha princípios ágeis: feedback rápido, experimentação e evolução constante.
O futuro do trabalho: colaboração entre humanos e agentes de IA
Uma visão central de Kniberg é que não somos substituídos pela IA — mas sim ampliados por ela:
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A IA pode se tornar quase como um “colega de time”: auxilia em tarefas repetitivas, pesquisa, geração de ideias, automação de partes do processo. superpowers.school
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As equipes podem ser menores, mas mais eficientes: dois profissionais + agentes de IA podem gerar o mesmo (ou mais) resultado que times grandes nos modelos tradicionais. superpowers.school
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As habilidades humanas que serão cada vez mais valiosas no futuro: formular problemas, fazer julgamento ético, definir prioridades, conduzir interações com clientes, interpretar os resultados da IA.
Uma chamada para a ação: se preparar para a era da IA
Para Kniberg, a principal ameaça não é a IA substituir pessoas, mas as pessoas não se adaptarem. Por isso ele aconselha:
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Comece a experimentar agora, sem esperar por processos perfeitos;
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Invista no desenvolvimento de prompt engineering;
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Aproveite a IA para liberar tempo para o que importa: pensamento estratégico, inovação, empatia com clientes;
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Pense em seu produto ou serviço sob a perspectiva de “IA como parceiro”, não só ferramenta.
Conclusão
Henrik Kniberg nos lembra que a IA já está aqui — a questão é o que vamos fazer com ela. Organizações que entenderem seus poderes e limitações, que praticarem, iterarem e a usarem para reforçar suas capacidades humanas, serão as mais bem posicionadas para prosperar na nova era.
Referência original:
Henrik Kniberg, “The Age of AI is here – now what?”, keynote no Crisp Day 2023.
